Resenha: O quarto dia - Sarah Lotz
Janeiro de 2017. Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica... se não fosse por um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro. As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis. Em O quarto dia, Sarah Lotz conduz o leitor por uma viagem de réveillon que tinha tudo para ser perfeita. Mas às vezes o novo ano reserva surpresa desagradáveis...
O quarto dia é o segundo livro da autora Sarah Lotz, desta vez além dos agradecimentos,
há também uma biografia simples sobre a autora, mas continua sem nenhuma foto da
Sarah Lotz. É possível obter mais informação sobre a autora no site www.sarahlotz.com, não está traduzido
para o português.
Tanto a capa como as
laterais do livro são totalmente azuis. Lembrando o mar. Há quatro riscos brancos
azulados em alto relevo, no mesmo padrão estão o nome do livro e da autora. Os
riscos parecem representar os quatro dias do cruzeiro à deriva no oceano. Na
parte de traz tem ainda um comentário do autor Stephen King.
Diferente do primeiro
livro, Os três, que dispõem aqui no
blog, que é escrito como um documentário O
quarto dia é dividido pela visão de seis dos passageiros e tripulantes do
cruzeiro, além de comentários de um blog. O livro é dividido em seis partes que
tem como titulo os dias no cruzeiro. Dentro dessas partes existem subtítulos
que tem como titulo as características de cada personagem que vai narrar a sua
visão do que acontece dentro do navio.
No começo a narrativa
é mais extensa, mas nem por isso cansativa. É preciso deixar claro que a autora não parece se preocupar com o final da estória, e sim, com a sensação
que é gerada com desenrolar da narrativa. As últimas cinquentas páginas são
de tirar o fôlego, fiquei com a sensação de que o navio foi vítima de uma experiência extraterrestre e conspiração
governamental.
É interessante ver a
reação dos passageiros e da tripulação diante dos problemas que o navio
enfrenta. O egoísmo diante das adversidades, a histeria coletiva, as doenças
psicogênicas em massa e como algumas pessoas se aproveitam disso, outras buscam
a verdade independentes da situação que se encontram.
O quarto dia não é uma continuação do Os três, mas tem certa união do primeiro livro com o atual. Fiquei
com a sensação de que este não é o ultimo livro da autora. Realmente gostaria
de uma continuação do segundo livro. Ainda estou tentando absorver o final da
estória e o que um possível terceiro livro poderia trazer.
As letras estão com
um tamanho ideal para a leitura, as páginas são amarelas tornando a leitura
mais agradável. Em nenhum momento a obra é chata ou entediante.



