Resenha: Star Wars: Troopers da Morte – Joe Schreiber
Nesta intrigante e singular história de terror, consagrados heróis da saga terão de enfrentar pesadelos imensuráveis. Quando a nave-prisão imperial Purgação – residência temporária de quinhentos dos mais cruéis assassinos, rebeldes e ladrões – quebra em um ponto isolado do espaço, a única esperança da tripulação parece estar em um destróier estelar encontrado vagando no vazio. Uma equipe de inspeção é então enviada à nave abandonada, em busca de peças para o conserto da Purgação. No entanto, somente metade dos integrantes da equipe retorna... trazendo consigo uma terrível doença, tão letal que, em questão de horas, quase toda a tripulação a bordo do Purgação morre dos modos mais assustadores. E a morte é apenas o começo...
Imaginem juntar zumbis com o universo de Star
Wars? Pois foi essa a proposta desse livro que faz parte do universo expandido
e que conseguiu me deixar mais ansiosa pelas próximas leitoras dos livros desse
universo que estou aprendendo a amar cada vez mais (mesmo que nunca consiga
destronar o Star Trek como dono do meu coração).
Eu sou fascinada com as histórias de zumbis e
sempre que surge algo novo no mercado acabo não me segurando e, mesmo tendo uma
fila sempre crescente de livros não lido e a eterna promessa de não comprar
nada até lê-los todos, acabo comprando-os e colocando-os em minha book jar.
Qual não foi minha surpresa quando essa
maravilha em forma de livro foi a sorteada da vez e pude aplacar minha
curiosidade sobre como o autor conseguiria juntar esses estilos tão diferentes,
afinal zumbis são, em sua grande maioria, frutos de histórias de terror e Star
Wars é ficção científica (se bem que por vezes me parece mais fantasia ;D).
Nunca havia lido nada antes do autor, mas
amei a forma como ele escreve e pretendo conhecer outras obras suas.
Troopers da Morte é narrado em terceira
pessoa, o que permitiu que pudéssemos acompanhar os pontos de vista de diversos
personagens e conhecê-los mais. A história se passa a bordo da nave-prisão
Purgação que está em rota para seu destino final, alguma colônia para
prisioneiros do Império, com mais ou menos 500 prisioneiros.
Nela conheci os irmãos Longo que foram presos
junto de seu pai, um contrabandista que havia morrido há pouco tempo no centro
médico da nave. Eles são Kale e Trig, onde o primeiro, como irmão mais velho e
tenta tomar conta da situação, já que Trig tem apensas 13 anos. Também conheci
a Dra. Zahara Cody, a médica responsável pelo centro médico e que não concorda
com os métodos do Império de lidar com certos assuntos e está em conflito com o
Capitão Jareth Sartoris que é o responsável pelos guardas e pelos
interrogatórios.
Uma das coisas que mais gostei no livro foram
os capítulos, bem curtos e direcionados que deu tanta dinâmica a leitura que li
madrugada adentro até saber o final e nem percebi que já eram quase 4 horas da
manhã, rsrsrsrsrs.
A história vai mostrando os acontecimentos de
acordo com cada um dos personagens principais e como é algo bem conciso e
fluido que parece que as cenas estão se desenrolando na sua frente. Amei ler
algo tão ágil e que realmente me pareceu algo digno de um bom filme.
A nave Purgação sofre uma pane perto das
Regiões Desconhecidas e sua única chance de conserto é um destróier estelar
aparentemente abandonado nas proximidades de onde a nave-prisão encontra-se.
Contudo o que chama a atenção dos tripulantes da Purgação é que o destróier
está com quase nenhum tripulante e, sendo a nave de tão grande porte como é,
causa espanto e incredulidade, mas como precisam de peças novas para o
conserto, a única alternativa é vasculhar o enorme destróier e encontrar tais
peças.
Contudo em sua ida ao destróier faz com que
entrem em contato com algo que desconhecem e trazem a morte junto. Em
pouquíssimo tempo a nave-prisão encontra-se quase deserta, pois as mortes
acontecem sucessivamente e nada que a Dra. Cody faça tem resultado. A doença
fatal que dizimou a tripulação do destróier e da nave-prisão é totalmente
desconhecida e acaba poupando poucos que são imunes a mesma.
Quando a Dra. Cody parte pela nave em busca
dos sobreviventes encontra um personagem que conseguiu me fazer abrir um
sorriso imenso porque acreditava que nesse livro não haveria nenhum dos
personagens que fazem parte da história contada nos filmes e essa surpresa foi
extremamente gratificante porque se encaixou como uma luva na história e deixou
tudo melhor!
Em outra parte da nave os irmãos Longo estão
em busca de fugir dessa nave que se tornou um cemitério quando percebem que
todos os corpos dos mortos desapareceram... A partir de então os acontecimentos
se tornam mais angustiantes, pois temos a certeza que todos irão morrer nas
mãos dos zumbis.
Gostei bastante da forma como o autor
conseguiu desenvolver os personagens capítulo a capítulo, revelando aos poucos
quem é quem de uma forma que depois de um tempo parecia que já os conhecia de
antes do livro e que estava, tão somente, revendo-os.
Sobre as explicações de como os zumbis
surgiram e porque agem como agem não é algo novo, mas foi muito bem encaixado
no universo de Star Wars e tornou a leitura bem original (para algo de Star
Wars), mesmo que siga alguns clichês básico de histórias de zumbis. A história
é contada de forma bem fechada e todas as pontas são atadas no final, o que me
agradou bastante.
O final não foi minha parte preferida da
história e só por isso não entrou para meu rol de favoritos. =D
Super recomendo para quem quer se aventurar
no espaço com alguns zumbis, ler algo bem escrito e se angustiar um pouco, mas
é bem pouquinho!!!



