Resenha: O Rouxinol – Kristin Hannah
O
ROUXINOLAutora: Kristin Hannah
ISBN-13: 9788580414677
ISBN-10: 8580414679
Ano: 2015
Páginas: 432
Editora: Arqueiro
Sinopse: França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país. Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O Rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte. Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.
Eu ainda não tinha lido nada da Kristin
Hannah por andar correndo de romances românticos, mas quando li a sinopse desse
livro minha curiosidade venceu e decidi abrir uma exceção e ler algo dessa
escritora que é tão bem falada por minha amigas fãs de romances assim...
Não podia ficar mais surpresa e boquiaberta
com a qualidade da história. Dizer que esse livro é incrível parece dizer tão
pouco. Estou me rendendo à forma como a autora desenvolve sua história é
totalmente cativante, emocionante e fabulosa! Os personagens são ricamente
criados e dá a impressão de que se trata de algo real. Sem mais delongas, vamos
à história em si.
A história é dividida em dois tempos, o ano
de 1995 e o período compreendido entre agosto de 1939 e maio de 1945.
Primeiramente é narrado por uma senhora que
sente que não tem muito mais tempo e que acata a vontade de seu filho para
vender a casa da família e se mudar para um lugar onde possa viver mais tranquila.
Em meio à mudança ela se recusa a se separar de um velho baú que contem
lembranças de acontecimentos há muito passados e que nunca foram totalmente
superados.
Assim o tempo volta e nos leva à França, em
agosto de 1939, pouco antes do início oficial da Segunda Guerra Mundial. A
partir de então passamos a acompanhar a vida de Vianne Mauriac e de Isabelle
Rossignol, duas irmãs com personalidades e atitudes completamente opostas, a primeira
é pacata, responsável e prudente, já a Isabelle é impulsiva, imprudente e
irresponsável. Elas tiveram uma infância difícil com um pai que voltou mudado
da primeira grande guerra, a morte da mãe e abandono do pai nas mãos de uma
estranha que lhes maltratava.
Vianne logo se apaixona e começa sua família
e decide mandar sua irmã caçula para um internato, causando um grande
afastamento entre elas. Agora, alguns anos depois, com a proximidade da guerra
ambas assumem posições diferentes sobre como encarar a guerra que se aproxima.
Vianne crê que o papel de defender o país é dos homens e o papel da mulher é
aguardar em casa, tentando manter tudo da melhor forma possível, enquanto
Isabelle acredita que todos devem trabalhar pela liberdade de seu povo da forma
como encontrarem.
A forma como a Hannah desenvolve a história é
magnífica, conseguimos sentir tantas emoções que pretendo ler outros livros da
autora (e enterrar alguns dos meus pre-conceitos).
A autora não consegue desgostar quem leia
esse livro. Eu não li muitos livros sobre a Segunda Guerra (de ficção li
somente A Menina que Roubava Livros e O Menino do Pijama Listrado e não-ficção
li somente A Lista de Schindler), mas na minha opinião de quase leiga no
assunto, ela não pecou em absolutamente nada e ele só não se tornou um favorito
porque creio que não o leria novamente, só por isso.
Também achei maravilhoso o fato de só
ficarmos sabendo quem é a senhora no presente no final e admito que quebrei a
cara porque tinha certeza que seria alguém que não foi, mas foi uma surpresa
tão maravilhosa que enriqueceu tremendamente a história.
Outro aspecto que deixou o livro tão bom
quanto é foi o fato da Hannah ter mostrado a guerra sob a perspectiva real de
alguém que sobreviveu a isso, dá a sensação de ser algo que aconteceu e me
deixou encantada e assustada com as capacidades do ser humano seja para o bem
ou para o mal.
O final... Ah, esse final. Nossa, se eu fosse
de chorar não teria o que segurasse minhas lágrimas, enternecedor, profundo,
emocionante... Lindo e fecha com chave de ouro a história.
Recomendo e incentivo a leitura!
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