Resenha: O Manuscrito – Chris Pavone
Sinopse: Não existe no mundo uma única pessoa que possa comprovar tudo o que está nestas páginas. Mas há uma pessoa que pode chegar perto disso. Há outras pessoas que poderiam, se devidamente motivadas, confirmar certos fatos. Talvez este livro seja a motivação para essas testemunhas, um impulso para revelarem suas verdades, para comprovarem esta história. Mas o autor não é uma dessas possíveis testemunhas. Porque, se o que você está lendo for um livro concluído, impresso, encadernado e distribuído para o mundo, é quase certo que eu já esteja morto.
O Manuscrito é um thriller de suspense muito
bem escrito e bastante consistente, a Arqueiro acertou em cheio no trabalho
editorial, deixou tudo mais atrativo.
Chris Pavone escreve sobre um estranho
manuscrito anônimo que chega às mãos da agente literária Isabel Reed, que
possui um conteúdo extremamente polêmico e que seu teor destruiria a vida de
uma figura importante, Charlie Wolfe.
Após a chegada do manuscrito, Isabel o lê
freneticamente. Após terminar a leitura e percebendo a bomba que tem em mãos,
ela o oferece a um editor conhecido seu, Jeff, e a partir de então várias
cópias do manuscrito são feitas, umas com o conhecimentos dos possuidores do
original, outros às escondidas, ao mesmo tempo em que uma equipe de pessoas
altamente treinadas buscam, por todos os meios, evitar que o manuscrito seja
publicado.
Pavone soube desenhar sua trama muito bem. Mas
ele é bastante descritivo e acaba entregando detalhes que me fizeram supor
muitas coisas bem antes do que seria normal em livros do gênero. O livro
inicia-se em um ritmo bastante rápido e esse ritmo vai caindo do decorrer da
leitura o que tirou um pouco do prazer da leitura, posto que no final não
ocorreram revelações ou reviravoltas que encerrassem o livro dignamente.
A narrativa é feita sob diversos pontos de
vista o que nos dá uma visão melhor sobre como os acontecimentos se desenrolam
e como eles acabam afetando os narradores. Gostei bastante de ter sido
explorada a visão da narrativa sob o olhar de ambos os lados, tanto dos
mocinhos quanto dos vilões (se bem que no final não sabia, e ainda não sei, se
dá para dividí-los assim).
Só que ao mesmo tempo em que víamos as
diversas visões dos acontecimentos, a quantidade de personagens que os narraram
foram muitos e alguns bastante desnecessários, não houve enfoque nos
personagens principais (o que me impediu de ter qualquer tipo de proximidade
com eles, parecia até que todos eram centrais e não havia personagens
secundários) e creio que não tem como nos situarmos bem na narrativa com tantas
mudanças de narradores. Teve momentos que deu vontade de pular alguns
parágrafos.
Além do mais o fato de no final da narrativa
ter ficado ciente de que todas (ou quase todas) suposições que eu havia feito
no decorrer da leitura eram exatas me deixou frustrada, adoro fazer suposições
durante a leitura e quebrar a cara no final, o que não aconteceu aqui, muito
pelo contrário, pelo excesso de pontos de vista e de informações, ele me dava
todos os elementos necessários para responder as indagações e sem deixar
quaisquer dúvidas.
Contudo, apesar disso, o livro é bom e rende
bons momentos de distração. Não me arrependo da leitura e leria sim outros
títulos do autor.
A edição está muito bonita, a capa,
contracapa e orelhas estão bastante condizentes com a história, a diagramação
está muito boa. A editora Arqueiro está fazendo um trabalho maravilhoso em seus
livros e merece ser parabenizada por isso!!
Recomendo a quem queira passar bons momentos,
mas sem esperar muito suspense!!
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