Resenha: O Príncipe de Westeros e Outras Histórias – organizado por George R. R. Martin & Gardner Dozois
Sinopse: O Príncipe de Westeros e Outras Histórias - Com histórias de Gillian Flynn, Joe R. Lansdale, David W. Ball, Scott Lynch, Paul Cornell, Phyllis Eisenstein, Neil Gaiman, Connie Willis, Patrick Rothfuss e George R.R. Martin o livro traz contos que não são preto e nem branco, contos com todos os tons de cinza. 10 histórias com reviravoltas astutas e deslumbrantes nessa galeria de histórias de vilões que vão saquear seu coração e ainda deixá-lo mais rico a cada história.
O Príncipe de Westeros e outras histórias é
uma antologia de contos organizada por George R.R. Martin e Gardner Dozois,
cujo elemento comum é que em todas as histórias possuem um personagem canalha,
dentre os autores existem aqueles com renome, tal como o próprio George R. R.
Martin, Patrick Rothfuss, Neil Gaiman, Gillian Flynn e Scott Lynch, e existem
alguns desconhecidos por mim. Foi lançado pela editora Saída de Emergência e
foi gentilmente cedido para resenha.
O livro inicia-se com uma introdução de
George Martin e que dá o tom das histórias que virão em seguida, chama-se Todo
Mundo Ama um Canalha. Ele explica sobre o processo de criação do livros e que
foi solicitado aos autores que criassem um personagem canalha, pois assim
teríamos melhores histórias, já que não seria algo totalmente bom, nem
totalmente mau, seria cinzento.
Dessa forma, os contos se passam em universos
e nos mais variados gêneros, temos fantasia, ficção científica, cyberpunk,
mistério, etc... Cada autor usa o que possui de melhor na criação de cada
história e em seu canalha, sendo cada um único a sua maneira.
Vou falar um pouco de cada conto.
O primeiro conto chama-se Como o Marquês
Recuperou seu Casaco, e é de Neil Gaiman, nesse conto Gaiman retorna ao mundo
de Lugar Nenhum, com o Marquês de Carabás em sua surreal Londres subterrânea, onde
o Marquês, que em virtude de sua "morte", teve seu casaco e outros
pertences vendidos, assim embarca numa jornada cheia de perigos para recuperar
seu casaco.
O segundo conto é Providência, de David W.
Ball, trata-se de um conto sobre obras de arte, poder, e vingança. Nela é
contada sobre a proveniência de uma famosa pintura de Caravaggio, que esteve
desaparecida há muitos anos. É contada a passagem dessa pintura pelas mãos de
ladrões e malandros através dos séculos.
O terceiro é Qual é a sua Profissão, de
Gillian Flynn, mostra sua capacidade de criar mulheres perigosas. O “canalha”
dessa história é uma garota de programa especialista que adquiriu uma lesão no
punho em função de seu trabalho e, por isso, acaba se tornando uma médium
charlatã. Um dia aparece uma cliente que afirma ter problemas com o enteado e que
a casa pode estar influenciando nisso, e ela topa ir verificar e acaba entrando
em algo bem maior do que imaginava.
O quarto conto, Um Jeito Melhor de Morrer, de
Paul Cornell, nos trás uma história de ficção científica. Aqui mostra um espião
do século XIX que recebe a missão matar uma versão mais jovem dele mesmo.
O conto Um Ano e um Dia na Velha Theradane,
de Scott Lynch, trás cenários exóticos, magia, autômatos e alquimia. Numa
história com mulheres poderosas correndo contra o tempo e em busca de algo
praticamente impossível.
Depois vemos A Caravana Para Lugar Nenhum, de
Phyllis Eisenstein, nos conta sobre uma caravana que viaja para o deserto, que,
segundo se sabe, possui espíritos malignos que uivam à noite e um bardo com
habilidades inusitadas. Essa história mistura viagem no tempo e
fantasia.
A sétima história é Galho Envergado, de Joe
R. Lansdale, uma história com detetives canastrões e cidadezinhas singulares.
Aqui conta sobre dois amigos inseparáveis que vão em uma jornada para resgatar
uma donzela em posse de criminosos e que esteja correndo perigo.
A oitava história A Árvore Reluzente, de
Patrick Rothfuss, remete ao mundo criado por ele em A Crônica do Matador do Rei
e nos leva de volta à hospedaria Marco do Percurso onde podemos matar um pouco
da saudade de Kovte e onde conhecermos mais sobre Bast. Percebendo, assim, o
quanto ele é esperto e por vezes um canalha.
A próxima história é Em Cartaz, de Connie
Willis, um conto do tipo chick-lit que achei bem divertido e que nos remete as
reminiscências das grandes produções cinematográficas de Hollywood. Trata de um
grupo de jovens, em especial um casal, que passaram um dia e parte da noite em
um cinema e se deparam com aventuras e perigos surreais.
O último e melhor conto, para mim, é O
Príncipe de Westeros ou O Irmão do Rei, de George R. R. Martin, nesse conto,
Martin fala sobre a casa Targaryen, de As Crônicas de Gelo e Fogo, dando
atenção especial ao príncipe Daemon Targaryen, o príncipe dos dragões, que
tinha a ambição de ser rei mas não conseguiu atingir seu objetivo, contudo sua
ambição traz muitos inconvenientes e discórdias.
Eu gostei de quase todos os contos do livro
e, mesmo dos que não gostei tanto, me foram muito proveitoso, pois a forma como
cada autor desenvolveu suas histórias foram impecáveis.
Super recomendo a todos que gostem de gêneros
variados e de histórias rápidas.
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