Resenha: Boneco de Neve – Jo Nesbø
Considerado seu livro mais ambicioso pelo jornal inglês The Guardian e comparado a Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris, pelo The Times, Boneco de neve é o seu livro mais arrepiante.No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.
Jo Nesbø escreveu dez
romances policiais com o detetive Harry Hole (somente foram lançados aqui no
Brasil a partir do 3º e recentemente foi lançado o 8º) e com essa série
alcançou reconhecimento internacional. Traduzido em mais de quarenta línguas,
premiado toda uma série de prêmios e ostentando vendas recordes, Nesbø foi
ricamente elogiado pela crítica internacional para alargar o âmbito do romance
policial contemporâneo, e é hoje considerado como um dos melhores escritores de
criminalidade do nosso tempo [Site do autor].
Apesar de fazer parte de
uma série, o fato de ser o sétimo livro não influenciam tanto a história,
porque cada livro trata de um caso diferente e dá para entender as relações
entre os personagens no decorrer da história...
O personagem que dá nome à
série, Harry Hole, é um inspetor da divisão de homicídios da polícia de Oslo,
Noruega, com um passado de problemas com o alcoolismo e com as mortes de
antigos colegas de trabalho. Ele é bastante conhecido em todo o país por ser o
único inspetor da Noruega a ter feito treinamento com o FBI para a caça e
captura de serial killers. Porém, apesar dele ser o principal, Jo Nesbø
consegue mostrar as nuances de vários personagens e apresentá-los para os
leitores como se fossem, de fato, pessoas reais. E segue essa linha em todo o
livro sem excessos e com uma continuidade excelente. Ao final do livro podemos
dizer que os conhecemos de verdade.
A história começa quando
ocorre o desaparecimento de uma senhora, casada e com filho pequeno. Primeiro o
caso vai para a divisão de pessoas desaparecidas, mas Harry percebe haver
certas semelhanças com outros desaparecimentos de mulheres nas mesmas
circunstancias. E que nos casos há sempre o aparecimento de um boneco de neve.
E reúne as informações para trazer o caso a sua divisão.
O inspetor, por sua fama e
treinamento, é tido como obcecado em encontrar um serial killer no seu país,
fazendo com que os outros policiais demorem em acreditar que realmente os casos
estão conectados e que o boneco de neve encontrado em todos não seja somente
uma coincidência. Contudo uma equipe é formada para investigar essa suspeita.
Nessa equipe entra uma integrante, Katrine Bratt, que havia sido recém
transferida e que será muito importante para que o Boneco de neve seja
capturado.
O livro, porém, não se
foca tão somente em acompanhar as investigações de Harry e sua mais nova
equipe, mostra a vida pessoal de Harry, seu relacionamento com sua ex-namorada
e com o filho dela.
A narrativa do Nesbø é
bastante dinâmica e envolvente. Porém existem momentos que parece que perdemos
sua linha de raciocínio porque ele gosta de soltar informações e voltar no
tempo para dar explicações, mas tudo vai se encaixando e não atrapalha a
leitura. E os nomes dos personagens deixam a leitura um pouco complicada no
começo, mas depois de um tempo (e sem querer pronunciar) dá pra levar se
acostumar (afinal o livro foi escrito em norueguês).
Eu amo thrillers de
mistério e adoro pegar as pistas deixadas no decorrer da leitura e tentar
acertar quem é o assassino no final. E nesse quesito Jo Nesbø não pecou, ele
deixou várias pistas e, apesar de ter me esforçado ao máximo, não consegui
solucionar o caso e fiquei boquiaberta com o desfecho... Ele soube atar cada
ponta que soltou durante a história e de modo sensacional.
O fato de existirem
certas informações que, aparentemente, não são tão importantes e que no fim se
mostram essenciais me cativou completamente! E o que falar das reviravoltas que
a linha de investigação tomava? Todas me pegaram desprevenida e embaralhavam
mais ainda minha linha de raciocínio sobre quem poderia ser o Boneco de neve.



