Entrevista: Tércio Ribas Torres
Hoje é dia de entrevista, yay! E o autor entrevistado é o Tércio Ribas Torres, escritor do livro "Beleza Estranha". Não esqueça de conferir o sorteio do livro dele que está rolando clicando aqui. É muito simples participar! :)
Vamos conhecer um pouco mais sobre o autor e conferir a entrevista?!
Tércio Ribas Torres nasceu no final de 1973. É filho de João e Elizete e irmão de Clício e Felício. Sua paixão pelos livros começou ainda na infância, quando devorava da Bíblia a livros de Maria José Dupré. Depois se meteu a fazer poesia e lançou seus poemas adolescentes no livro Poema & Paz (1994). Mineiro, apaixonado por música e futebol, mora em Brasília desde 1998. Teólogo e jornalista, Tércio é casado com Lucyene e pai de André e Pedro. Contate o autor: e-mail.
- Tércio, por favor, apresente-se aos leitores.
Costumo
dizer que é sempre um desafio falar sobre a gente mesmo, né?! Sou mineiro, mas
moro em Brasília desde 1998. Sou jornalista e teólogo, e estou tentando ser
escritor. Gosto muito de artes, de futebol e sou apaixonado por minha mulher e
pelos meus dois filhos.
- Do que se trata sua obra?
Beleza
Estranha trata do relacionamento conturbado entre um filho e um pai. Em um
ambiente hostil, onde há até violência doméstica, uma família tenta manter o
sentido de sua existência, tendo Roberto como a personagem principal. É uma
história de superação, de fé, de amor e perdão. Roberto nunca se deu bem com
seu pai, desde a infância. A vida os leva por caminhos diferentes e, depois de
algum tempo, há um reencontro entre os dois. Será esse o momento em que os dois
vão ajustar sentimentos e atitudes, numa espécie de redescoberta da estranha
beleza da vida.
- Beleza estranha é um livro inspirado por uma história real, certo? Conte-nos um pouco acerca do assunto e do processo de criação do enredo.
É
quase uma história dentro da história. Comecei a escrever o livro há muito
tempo, em 2001, época em que um ex-colega de serviço me contava alguns casos da
família dele. Eu sempre brincava, dizendo que “isso dá um livro”. Até que um
dia deixei a ameaça e passei a escrever. Não se trata, porém, de uma biografia,
mas de um romance inspirado na vida de Marcelo Leite. Ele só pediu pra colocar
outro nome e Roberto foi escolhido porque era o nome de outro colega em comum.
Logo as primeiras páginas foram para a gaveta, por conta de outros compromissos
como a faculdade, o casamento, conseguir um bom emprego. Somente em 2008
retomei a escrita, quando terminei o livro em cerca de um mês. Fiquei namorando
o texto algum tempo, pedi pra uma colega fazer a revisão gramatical e depois
começou a luta pela publicação.
- Conseguir uma boa editora muitas vezes pode ser bem complicado para novos autores. Você encontrou alguma dificuldade em publicar seu livro?
Sim!
Realmente é muito difícil romper as barreiras, ainda mais quando se trata de um
escritor debutante. Fica aqui uma exaltação particular aos escritores
independentes, às editoras de auto-publicação e aos blogs voltados para a
literatura, que tanto ajudam na divulgação das nossas letras. Entre 2009 e
2010, recebi a negativa de várias editoras. A maioria alegava a crise econômica
mundial para recusar o original. Eu já havia até desistido de publicar, mas meu
irmão e um amigo insistiram muito e resolvi mandar o original mais umas vezes.
Em dezembro de 2012, a Editora Faces manifestou interesse. Em maio de 2013,
assinamos contrato e um ano depois o livro estava sendo lançado. Foi uma luta,
mas receber uma avaliação emocionada de um leitor faz valer todo o esforço.
- Como você virou um escritor?
Acho
que ainda estou tentando ser um escritor. Ainda na infância, eu já gostava
muito de escrever. A primeira poesia surgiu quando tinha cerca de 9 anos. Em
1994, quando tinha 20 anos, publiquei um livro de poesias (Poema & Paz, Ed.
Cuatiara) reunindo meus poemas adolescentes, feitos quando tinha 15 e 16 anos.
Meu encontro com a prosa só aconteceu depois de adulto, com o livro Beleza
Estranha.
- Você faz algo além de escrever? Hobby ou profissão?
Sou
jornalista e trabalho na Agência de Notícias do Senado. Assim, escrevo também
como profissão. Já os livros são um hobby pra mim. Sobreviver como escritor
ainda é uma realidade muito distante para o Brasil, embora tenhamos belas
exceções. Sei que escrever é um prazer, seja para o jornalismo ou para a
literatura.
- Tem algum autor ou obra que também serviu de inspiração para a história de seu livro?
Meu
livro tem apenas um nome próprio em toda a narrativa, que é Roberto, o
personagem principal. O Ventre, de Carlos Heitor Cony, tem um universo grande
de personagens, mas poucos com nomes. Uma revista produzida por meu irmão
Clício também fazia um jogo com nome de personagens. Daí, eu resolvi fazer o
livro com apenas um nome próprio.
- Tem alguma dica para os jovens que querem arriscar como escritores?
Ler
bastante, anotar e registrar sempre, organizar o texto, pedir a avaliação
sincera de uma pessoa de confiança e não desistir da publicação nas primeiras
dificuldades. Stephen King e Gabriel Garcia Marquez tiveram livros rejeitados e
hoje são considerados monstros da literatura mundial.
- Você tem projetos em mente? Quer falar sobre algum deles?
Tenho
alguns esboços na mente e outras anotações no computador. Se tudo der certo,
penso publicar um livro de reflexões daqui a dois anos.
- Você mudou detalhes e textos depois que o livro estava escrito? Pediu palpites de outras pessoas antes de levá-lo à editora?
Meus
pais, meus irmãos, minha mulher e duas amigas jornalistas fizeram uma leitura
prévia e me ajudaram, apontando erros e sugerindo pequenas modificações. Essa
crítica foi importante no período em que eu estava amadurecendo o texto, antes
de enviar o original para as editoras. Mudei poucas coisas, mas chega um
momento em que o texto precisa ser dado como definitivo.
- Primeiramente, gostaria de agradecer pelo apoio e por ser sempre tão gentil em nossas comunicações. Por fim, deixe um recado aos leitores do Livros e Flores!
Eu é
que agradeço sua atenção e seu apoio! O papel dos blogs literários tem sido
imensamente importante para os escritores nacionais. Você está de parabéns pelo
seu trabalho. Aos leitores, digo que tenham fé em Deus, mantenham a esperança
na vida e continuem lendo, principalmente os autores brasileiros. Grande
abraço!
Até a próxima! :)
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